terça-feira, 31 de maio de 2011

SAUDAÇÃO AOS NOVOS ACADÊMICOS DA ACLA


Aos neófitos acadêmicos que hoje foram diplomados como imortais e patronos de suas cadeiras da Academia Capanemense de Letras e Artes, NILSON EDSON MESQUITA RODRIGUES, SILVANA VALÉRIA SOUZA DUARTE, ESTÉLIO VASCONCELOS, CLÊNI MARIA GUIMARÃES DO LIVRAMENTO e VALDEMAR OLIVEIRA CUNHA JÚNIOR, em primeiro lugar queremos registrar as nossas boas vindas, quero lhes dizer que para mim é uma satisfação muito grande está saudando vocês em noma da ACLA, pois fui incumbido dessa árdua e honrosa missão, árdua pois não é fácil saudá-los na presença de tantas pessoas ilustre que compõem a mesa, assim como diante dessa platéia maravilhosa por quem tenho muito respeito; mas muito honrosa para mim, poder desfrutar dessa oportunidade de poder homenageá-los numa de forma de reconhecimento por tudo aquilo que vocês já fizeram e ainda farão muito pela cultura e arte de Capanema.
Gostaria muito de numa oportunidade como essa ter o dom da oratória, pois se assim fosse, faria um discurso eloquente, vocês ficariam emocionados e eu com meu ego massageado ou quem sabe até inflado, mas como não tenho o dom da oratória, permitam-me traçar algumas palavras que com toda certeza não alcançarão o majestoso brilho de vossas pessoas, mas brotaram da trincheira da sinceridade.
Vocês são cinco novilúnios acadêmicos que acabaram de ingressar formalmente em nossa ACLA, comparo os meus novos confrades, como se fossem os cinco dedos de uma mão, cada qual tem o seu tamanho individual, cada um tem sua característica particular e suas peculiaridades, formando essa mão amiga da ARTE como um todo, que com certeza tem o propósito de alavancar os ideais e projetos de nossa Academia; permitam-me dizer que vocês são cinco estrelas cintilantes, e cada um de vocês como pessoa é: única, ímpar e singular; porque não dizer que formaram uma constelação que muito brilho veio trazer para nossa Academia Capanemense de Letras e Artes, haja vista, o incontestável conúbio que vocês tem com as mais diversas forma de expressão artística, e, que todos tem uma vocação para artista, seja lá nas suas mais diversas matizes, já nos demonstraram isso, somado ainda ao empenho de todos vocês na valorização e na defesa da arte e da cultura regional, de certo que o ingresso dos meus nobres confrades irão contribuir para o enriquecimento e engrandecimento dos trabalho de nossa academia, visto que a ACLA tem como objetivo precípuo difundir, valorizar e apoiar a ARTE nas suas mais diversas nuances, sobretudo estimular a leitura, divulgar e incentivar a nossa cultura regional.
Temos a certeza de que, a bagagem cultural que meus novos pares estão trazendo para dentro da ACLA, será incrementada em nossos projetos culturais, de forma que a sociedade capanemense possar conhecer e participar mais ativamente de nossa manifestação cultural, valorizando imperativamente a nossa cultura regional.
Quero informar a todos os presentes que a nossa Academia tem como patrono, o profícuo escritor paraense, JOSÉ VERÍSSIMO, e eu poço afirmar que hoje o túmulo de JOSÉ VERÍSSIMO está em festa, em regozijo ao ingresso desse cinco novéis.
Mas gostaria de encerrar minha saudação, com uma célebre frase do grande Charles Chaplin, que foi um artista polivalente, como vocês meus novos confrades.
“ A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, dance, chore, e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”
Meu muito obrigado.

Capanema, 25 de maio de 2011.

Samuel Alencar da Silva

quarta-feira, 25 de maio de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

Pensamento Distante
É fim de tarde...
E eu sozinho sobre a tolda do barco
Buscando no Céu, alguma coisa que
Me deixe feliz.
Vejo uma estrela, a primeira que chega,
Lançando o seu brilho constante.
Ainda estão presentes os últimos raios
De Sol brilhando sua luz dourada,
Bem suave sobre algumas nuvens.
Longe, bem longe, uma nuvem branca
Cria algumas formas, ora de objetos,
Ora de animais, ora de pessoas.
Fico esperando que ela forme um rosto
Que se pareça com você, e ela parecendo
Me entender, cria um rosto de mulher,
Com olhos bem expressivos, lábios bem formados,
Tudo parecendo você.
E o sol, em seus últimos instantes, lança
Sobre ela os seus fracos raios dourados
Como que formando os seus lindos
Cabelos loiros.
Que alegria!
Parece que até a natureza entende
Os meus sentimentos.
Mas, logo tudo vai se modificando.
A nuvem se dispersa, o Sol fica sem vida,
Somente a estrela que não é mais a única,
Mas que foi a primeira, continua lá em cima
Me fazendo companhia.
Vem a escuridão da noite, e eu procuro
Me conter para não deixar ninguém
Perceber, o que eu sinto quando estou
Longe se poder ver você.

                                          Haroldo C. Ribeiro

Cidade dos Esquecidos ou dos Adormecidos? - Por Haroldo Ribeiro



Em uma roda de amigos dos diversos seguimentos da sociedade, um dos participantes que chegou a poucos meses em nossa cidade, disse que necessitamos apagar a imagem, que Capanema é o município dos Esquecidos, Em sua visão, somos nós que estamos adormecidos. É pura verdade. Acomodamo-nos tanto que Capanema já elegeu mais de quatro deputados estaduais e até dois numa mesma legislatura. Já tivemos, deputados federais e candidato a vice-governador. Já fomos uma das maiores cidades em termos populacionais e uma expressão na economia do Estado, o município já foi um dos maiores produtores de arroz, juta e feijão caupi da região, e agora onde estamos? O que nos engrandece e orgulha! É triste andar pelos bairros de nossa cidade e ver escritas estampados nos muros e fachadas de inúmeras casas “vende-se, aluga-se” isso é sinal de estagnação e de atraso, e, não de crescimento e desenvolvimento. Será porque grandes empresas não se instalam aqui e porque outras já instaladas foram embora? Temos que acordar para a resolução dos problemas que nos afligem!

A culpa é nossa, toda nossa, que em época de eleições, acolhemos e apoiamos oligarquias ou grupos que só olham para os próprios umbigos, não pensam no desenvolvimento social de nossa gente, no desenvolvimento do município, sem falar nos famosos políticos pára-quedistas que se aportam aqui de quatro a quatro anos. Com certeza é porque damos oportunidades, abrimos espaços. É o cúmulo surgirem nomes de políticos de outras cidades e regiões sendo cotados para candidaturas majoritárias em nosso município. Será que não temos: capacidade, competência, visão, coragem e principalmente amor por nossa cidade e região.

Realmente estamos muito adormecidos e acomodados. Será que já não é chegada à hora de todos nós acordarmos e passarmos a repensar o desenvolvimento de nossa cidade e região? Ou vamos aceitar a triste rotulação de CIDADE DOS ESQUECIDOS. Com certeza, se não lutarmos por nossos ideais eles não virão até nós.

Será que não temos competência para tal? Temos que ser pertinentes, pois se cada um de nós fizer o melhor dentro do tempo que nós é dado, com certeza teremos respostas mais rápidas.

Seremos mais competitivos e daremos uma lição de democracia e competência contra os paradigmas que nos destroem e impedem o crescimento de nossa querida Capanema.
Estamos vivendo a era da rapidez. O mundo mudou com a globalização numa velocidade incalculável e, ninguém esperava por isso. E na política não pode ser diferente.

O silêncio político em ano eleitoral que vemos em Capanema é preocupante! Será que a Lei da infidelidade, a proibição de shows-mícios, doação de brindes, uso de camisetas e bonés, contratação de cabos eleitorais regidos pela CLT, mudaram a forma de fazer política? Ou será que resultados de pesquisas de opinião pública assustam alguns e tranqüilizam outros? É sabido que em nossa cidade temos grandes articuladores políticos, porém, vemos que é chegado à hora de darmos uma chacoalhada e partirmos para a luta, se quisermos mudanças na política Capanemense. Ou será que a atual situação está boa para nós. Será que queremos uma Capanema bela e bonita para poucos, um governo ditatorial ou as oligarquias? Para evoluirmos é natural o trabalho, a luta, o enfrentamento e a superação das dificuldades, pois é assim que exercitaremos e desenvolveremos nossas potencialidades.

Cadê as novas lideranças, os empresários, a sociedade civil organizada, essa luta é de todos nós e deve ser uma constância! O que estamos esperando? Cair do céu um salvador da cidade?                                                           

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe”.


Texto: Haroldo Ribeiro, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 6. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

A ESTRADA
 
 








A estrada esta longa
O suor molha meu corpo e o cansaço torna-se inevitável
Minhas inquietações estão aquém do meu lado racional,
me deixando ainda mais vulnerável diante da incerteza do que me espera.
A estrada esta longa
Os atalhos perigosos
E as opções de escolha me deixam encurralada
As decisões precisam ser tomadas
Que rumo tomar?
Onde quero chegar?
Quem são as minhas companhias?
A estrada esta longa
O caminho cada vez mais estreito
O céu infinitamente escuro
A estrada continua longa
As pedras machucam meus pés
A solidão dilacera minha alma
A expectativa da chegada?
Perdi ao longo desta estrada vazia e sem fim
A estrada esta longa
Não vejo mais o ponto de partida
E muito menos o de chegada
O medo do que me espera aumenta
Fazendo-me parar
A estrada continua longa e eu não sei o que é pior,
Parar?
Continuar?
Pensar?
Dormir?
Desistir?
Entregar-me?
A estrada esta longa
O que fazer com aqueles que acreditaram em mim?
Cada um tem a sua estrada e a minha esta longe de chegar ao fim
A estrada parece infinita
Porém as minhas forças...
Ah! Essas são limitadas e colocam-me diante do meu próprio fim.

Autora: Valéria Duarte, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 14.  

segunda-feira, 23 de maio de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

O que será de mim? Reflexões de um mendigo

Nunca escreveram minhas poesias,
quando percebi você, foi apenas um foco unilateral,
vagava pelas ruas, transparente,
vivia sem dor, mas sem amor,
buscava praias distantes, mas nunca arredei um pé sequer daqui,
penso expandir meus horizontes,
mas quem vai me olhar?
como brilhar?
que distância percorrer?
olho para todos os lados,
vejo luz,
não vejo sorrisos,
apenas máscaras,
onde muitos dramas se escondem,
caído, desengonçado e desequilibrado,
não me remeto mais com audácia,
já calculo demais,
mas, e o sonho?
e aquele dia sob a árvore, olhando o rio,
a corrente leve,
a canoa velejando,
o remador...
e o sonho?
o moleque correndo nas ruas,
de peito aberto,
o adolescente brincando e “nem aí” para o futuro,
a paz por dentro e por fora,
porque tudo acabou?
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não tenho mais nada p’ra dizer,
fico só lamentando que seja assim,
dia após dia de dia após dia,
homens e mulheres passando apressados,
infiltrados em si mesmos,
com suas lindas histórias, talvez,
o que pensam essas mentes?
o que fazem esses corpos céleres?
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não sei se levanto da calçada que me acolhe tantos anos,
minhas mãos estiradas já não descem mais,
minha cara marcada pelo disfarce já não convence,
não sei nem quem eu sou,
só minha cachaça, minha droga me amam,
fujo constantemente em sua companhia,
faço viagens alucinantes,
e quando eu volto,
está aí ainda a rua, o cheiro podre do meu próprio corpo,
um sem número de rostos me rejeitando,
os bolsos vazios,
a barriga gemendo,
penso que um sorriso pode me mostrar melhor,
mas esqueci de olhar no espelho há muitos anos,
e o que tenho são apenas caretas com meus cacos de dentes pretos e estragados.

Uma menina para e me olha com ternura,
levanto as mãos abertas e olho triste, de verdade,
ela não coloca nem uma pequena moeda sequer,
aquelas pequenas mãos tocam as minhas levemente,
aperta-as,
eu fecho meus olhos,
aprecio ao máximo aquele momento raro,
não lembrava mais como era o toque do amor,
não é possível explicar,
foi eterno aquele momento, quase desmaio de prazer,
que saudade de mim!
faziam horas que a menina se fora,
mas não ousei abrir os olhos,
não sentia mais fome,
nem via ninguém passar,
nesse dia levantei, fui tomar banho,
arrumei roupas limpas,
andei pela cidade,
pensei,
mas alguns toques daquele eu levanto de vez.

Chegou a noite e foi assim,
quase como sempre,
a diferença, é que agora,
uma menina me tocou!

Autor: Nilson Mesquita (Cabôco Nirso), integrante da ACLA, titular da Cadeira número 12.

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

Um Coração Feliz
  
Por onde andar sorria
Por onde passar deixe um rastro de felicidade
Para alguém quem vive a chorar.

Não pense, não pare
Siga sem olhar para trás
Seja forte, não esmoreça
Seja capaz de vencer a fraqueza
Seja tudo, não seja nada
Seja um pássaro na alvorada
Seja um lírio enfeitando o chão
Seja uma pessoa de bom coração.
Não deixe de amar, deixe de odiar
Seja feliz por si mesma
Faça de mim um coração feliz


Autora: Maria Ramos Rodrigues, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 10.

Capanema – Pá, 27 de abril de 2011.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Salve-Salve Acadêmicos

*Quero expressar minhas congratulações com todos os Acadêmicos da ACLA e desejar que esse projeto perdure por longos anos. Na qualidade de web design e colaborador da entidade, faço minha singela homenagem com o texto em Acróstico. - (PH) 


ACLA – Iniciativa louvável de homens e mulheres ligados as artes
Coincidentemente a literatura fascina os intelectuais
Antes, vocês só eram conhecidos por suas magníficas obras
Diante de tantas conquistas, vocês agora são verdadeiros imortais
Ênfase é a palavra chave usada em primeiro plano
Maravilhosos são os trabalhos que vocês realizam
Imaginemos Capanema com essa memorável Academia
Conservem essa entidade como Patrimônio Cultural
Onde vocês estiverem, certamente as artes também vão estar
Salve-Salve nobres Acadêmicos da ACLA!!!

Homenagem: PH Soares - Web Design do Jornal de Capanema


quinta-feira, 19 de maio de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios


CANTATA

Seria bom se eu pudesse cantar
Esse poema performático
Conclusivo e até cômico,
Ou mesmo, declamá-lo;
para poder mostrar
a composição da minha inspiração.

Descrevo um fato dramático
Mas nem tanto problemático
Com letra simples, de forma lírica e de
Fácil interpretação.

Como um lírio no campo
Exposto à brisa e ao orvalho
Em formato de açucena-branca
Que pode ser substituído por
Flor exuberante.

Nunca é tarde para se sobrepor
Uma ação definitiva
De tudo aquilo que
Precisa ser dito.

É por isso que digo sempre
Que ser poeta é dom,
Poetar é uma terapia
E fazer uma cantata é prazeroso.

Que os lírios do campo
Continuem me inspirando
Para que meu cantar
Se transforme em performance poética
Capaz de me conduzir
A um lugar
Que eu bem mereço.

O lugar já está escolhido
Faz parte do meu dia a dia
Não sei se vou conseguir poetar sob os acordes na cantata
Farei pelo menos, uma serenata
Em forma de cantoria
Estou contando em verso e prosa
Fazendo o que posso e o que não posso
Agora estou certo de que o lugar que eu tanto mereço
Para defender a cultura literária
É a cadeira de número 5
Na nossa ACLA, verdadeira Academia.

Autor: Paulo Vasconcellos - Poeta Popular, integrante da Academia Capanemense de Letras e Artes - ACLA, titular da Cadeira número 5.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

ACLA é Notícia na Imprensa

**O Jornal Correio de Capanema destacou matéria em sua edição de número 101, referindo-se a sessão de nomeação das Cadeiras dos Acadêmicos da ACLA e também o lançamento do livro do escritor Beto Buarque. Eis a íntegra da matéria. 


Beto Buarque lança seu livro no próximo dia 25 de maio

Por: Américo Leal

Uma programação cultural, que incluirá o lançamento do livro “Folheando”, do escritor capanemense, Beto Buarque, marcará a Sessão de Nominação das cadeiras da Academia Capanemense de Letras e Artes, que acontecerá no dia 25 de maio desse ano (quarta-feira), a partir das 20 horas, na Associação Nassau. Beto Buarque também é o atual presidente da Academia.
“Diferentemente de algumas academias, a de Capanema resolveu nominar suas cadeiras com os nomes dos primeiros ocupantes. Isso quer dizer que todos os escritores da Academia cederão seus nomes às cadeiras que eles passarão a ocupar”, explica o presidente. Segundo ele, a Academia busca unir as pessoas em suas mais diversificadas atividades intelectuais, a fim de evitar que a produção acadêmico-literária fique dispersa, como vinha anteriormente acontecendo. São 16 cadeiras a ser nominadas. Ainda de acordo com o escritor, a Academia está completando seu primeiro ano de criação. Para a festa, foram distribuídos cerca de 400 convites destinados à nata da inteligência capanemense e a todas as pessoas de relativa importância da cidade. Foram convidadas também as academias de letras dos municípios de Castanhal e de Bragança. “Queremos dar conhecimento da nossa existência e do nosso trabalho”, emociona-se o escritor. O livro “Folheando” vem completar o ciclo do homem Beto Buarque. Segundo ele, já existiam os filhos e as árvores plantadas. “O livro é uma coletânea de artigos escritos por mim e publicados nos jornais Folha de Capanema e Jornal de Capanema, e alguns escritos para a Folha de Bragança”, esclarece o autor. Sobre os próximos lançamentos da Academia, o presidente diz que ela já possui material para publicação de uma coletânea de escritores capanemenses. Ele afirma também que há muitos escritores locais, preparando seus materiais para futuros lançamentos de livros. “Vamos, enquanto Academia, estimular nossos escritores a produzir material literário, digno de publicação e de grande valor literário”, concluiu o escritor.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

História Contada - Ioneida Braga

A mentira inventada

A pequena criatura circulava pelo quarto parecendo um bichinho acuado. Aflito torcia as mãos e a mente trabalhava ferozmente. Aquele menino sabia que se contasse a verdade ao pai, pior que a bronca, só o castigo de no mínimo um mês sem televisão. E como o caso não ficaria encoberto por muito tempo o jeito seria inventar logo uma mentira. Instintivamente pensava “Mas não pode ser qualquer mentira, tem que ser “A MENTIRA”. Deixou-se levar em silêncio, fixou - se ao passar diante do espelho. De repente um estalo, os olhos brilharam e o pequeno rosto iluminou-se refletindo um sorriso tipo “já sei”! Como não pensei nisso antes? É agora ou nunca” – soprou entre a falha dos dentes – e correu para a sala.
O pai recostado no sofá lia o jornal, totalmente encoberto pela folha. O menino aproximou-se e para chamar a atenção derrubou uma estatueta de estimação da mãe.
- Que é isso menino? Tome jeito – repreendeu – o baixando o jornal - Veja o que você fez... Limpe já isso!
- Sabia pai que eu sou inventor?- Disse o menino prontamente – aproveitando o ensejo.
-É “Professor Pardal”? – diz o pai em chiste – já de volta a leitura.
- Sim, e dos bons! – continuou o menino empolgando-se nos breves minutos da atenção do pai – Um homem de futuro. Um dia desses sairá na primeira página dos jornais, não só neste que o Senhor ta lendo, como também em outros do mundo inteiro “O Inventor de Mentira”. Todas em letras garrafais seguidas da manchete “Grande avanço no mundo das invenções. O menino que inventou a mentira tem apenas sete anos, filho de Seu Juca e bla, bla, bla”...
Seu Juca baixa outra vez o jornal e protesta.
- Deixe-me ver. Você agora é inventor, mas de mentiras... É isso mesmo que entendi? Não pode ser... Com tantas coisas boas pra inventar vai querer ser logo, inventor de mentiras? Hum, hum... A mentira tem pernas curtas, sabia? E que mentira é essa que vai lhe trazer tanto sucesso assim?
- Pois é... Não é maravilhoso! - disse o menino entusiasmando-se – hoje na aula a professora pediu uma redação com o tema “A melhor mentira”
- E posso saber qual foi essa tua tão fantástica? - disse o pai já querendo indiciar aquela infração – Vê lá hein? Mentira é sempre mentira, costuma trazer conseqüências sérias para o mentiroso e...
- Não pai! Existe mentira e mentira – interrompe o menino de imediato desapontando-o
- Veja bem! Comecei pensado ”Preciso inventar uma que convença!”.
-Aí...? Sabe o seu relógio de estimação? Aquele que o vovô lhe deu quando o Senhor fez vinte anos em mil novecentos e sessenta... Setenta... e... Bom... Deixa pra lá. E que vive guardado a sete chaves. Lembra né...? Pois é... . Inventei que perdia ele. E eu contava a verdade e o Senhor nem ficava bravo, não dizia nada, nadinha mesmo... E até me elogi...
Interrompeu-se mordendo o lábio inferior e lançando ao pai um olhar de desespero.
Fez-se pesado silêncio entre os dois. O menino crispou a boca na linha de defesa. O pai examina-o cuidadosamente de cima a baixo e dando - se por vencido desfecha.
- Não sei não... Menino você tem futuro, hein?
E voltou a ler.

Autora: Maria Ioneida de Lima Braga, escritora Capanemense residente na cidade de Niterói / RJ . Esta obra esta sendo publicada na antologia editada pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores – CBJE

quinta-feira, 12 de maio de 2011

A Arte e a Cultura em Destaque

Um Capanemense a serviço das Artes
Reconhecido em todo o Mundo por sua arte conteporânea, o Capanemense Emmanuel Nassar é um dos nomes mais conceituados nas artes plásticas, recebendo premiações por onde quer que vá.  Recentemente o Jornal “O Acadêmico” publicou matéria com o título: “As descobertas Científicas a Cerca de Deus”, contando um pouco da história deste artista, formado em Arquitetura pela UFPA que mostra seu talento em suas obras diversificadas. A Academia Capanemense de Letras e Artes ACLA, também reconhece o valor artístico de Nassar e faz os registros no Blog coordenado por esta entidade literária, que tem sua vertente com todas as artes.

Conheça um pouco mais do artista plástico Emmanuel Nassar.

Emmanuel Nassar nasceu em Capanema, no Estado do Pará, em 1949 graduando-se em Arquitetura pela Universidade Federal do Pará.

Ao longo de sua carreira realizou diversas exposições individuais e participou da XX Bienal de São Paulo em 1989 e da XXIV Bienal de São Paulo em 1998, da coletiva UAB-C Stedelijk Museum de Amsterdan, entre outras.

Fez parte da representação brasileira na Bienal de Veneza de 1993.

Em 2003/4 realizou a retrospectiva “A Poesia da Gambiarra”, com curadoria de Denise Mattar, no CCBB do Rio de Janeiro, Brasília e em São Paulo, no Instituto Tomie Ohtake.

Tem obras em acervos:

Museu de Arte Moderna de SP,
Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro,
Museu de Arte Contemporânea de Niterói,
Museu do Estado do Pará,
University Essex Museum na Inglaterra.


Fonte: Site Cultura Pará
Edição: Paulo Henrique 

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Homenagem ao Dia das Mães - Por Paulo Vasconcellos

POEMA ÀS MÃES.

Mãe é a palavra mais doce na boca de um filho

Deus escreve certo por linhas mais do que certas
O poeta também escreve.
*
O “Eme” Maiúsculo marcado na palma da minha mão,
Deixa-me muito mais feliz,
Porque representa o M da minha Mãe.
Não só a minha, mas a sua também,
Mãe-Menininha, Mãe-Rainha, Rainha do Lar.
*
Ser Mãe é ter o privilégio de conceber,
Representa a mola das leis
Sinônimo de afeto, de amor, de ternura.
Mãe é tudo, Mãe é perfeita.
*
Alguém duvida das palavras do poeta?
Ter Mãe é ter um patrimônio,
Um tesouro, uma gratidão.
Mãe, tu és o maior amor da minha vida,
Estou do teu lado, nessa estrada colorida,
E peço a Deus que te proteja,
No calor dos teus braços, me abraça, me beija,
Quero sempre o teu carinho, quero fazer do teu colo,
Meu ninho, pois sou um passarinho.
*
Mãe receba desse poeta,
Toda a gratidão
Com carinho, ternura,
E amor no coração.

Autor: Paulo Vasconcellos, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 5. 


**O autor dedica à sua Mãe, às Mães de seus colegas Acadêmicos e a todas as outras Mães.

Homenagem ao Dia das Mães

Mãe
Foste, e para sempre não mais haveremos de nos ver.
Deixaste as lembranças mais diversas que eu poderia ter.

Na mente que cultiva as ternuras, o teu calor e as doçuras,
também deixaste gravadas, as atitudes ousadas, e o amor de loucuras.

Mãe,
Gênero ímpar que impõe saudade,
Fez-me sentir desde a tenra idade,
Como é feliz estar perto de tí.

Mãe,
Hoje não posso mais sentir teu cheiro
ou afagar terno os teus cabelos,
e imaginar-me junto aos teus desvelos

Mãe,
Foste a rainha da minha vida
No entorno do amor a mais querida.
Hás de reinar enquanto me houver se tanto,
Um acalento a me lembrar do pranto,
Que foi saber-te ir-se sem voltar jamais.

Autor: Beto Buarque, integrante e Presidente da ACLA, titular da Cadeira Número 1.