quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Diálogo Aberto - Por Samuel Alencar

                      AS CHUVAS DE BELÉM




As chuvas de Belém para mim são como lágrimas de emoções, que sempre lavam minha alma e infla meu coração, hoje que a cidade morena comemora seus trezentos e noventa e oito anos de sua fundação, a chuva aqui caiu mais cedo, por volta das quatro horas da madrugada despencou um temporal, alagou algumas ruas, causou enchente nas baixadas, mas encheu mesmo foi de muita emoção e saudade o meu saudosista coração.
             Hoje acordei com a melodia maviosa da chuva caindo nos telhados dos vizinhos com seus pingos intermitentes, pulei da cama e corri para a porta da rua  para ver a chuva açoitando o asfalto que hoje pavimenta a rua onde nasci, porém na época não havia saneamento nas ruas dos subúrbios de Belém; em seguida fui apreciar a chuva no quintal de minha casa, uma pena que não tenha mais aquela frondosa mangueira que abastecia de frutos, além do nosso quintal, os quintais dos dois vizinhos que ladeavam nossa casa ( barraco de pau a pique), onde outrora me deslumbrava vendo os pingos da chuva açoitando as folhas da mangueira e de vez em quando derrubava algumas mangas maduras provocada pela ventania de nosso “inverno amazônico”, embora fosse verão no hemisfério sul. As mangas caídas eram colhidas pela molecada dos três quintais, nós, de casa, as comíamos com muita satisfação, passando a manga na farinha de mandioca dentro de uma cuia “pitinga”, muitas das vezes matávamos nossa fome com aquele alimento que reforçava nosso minguado café da manhã.
            Tive muitas lembranças neste dia: de jogar bola (futebol) na chuva no meio da rua ou no campo do Sacramenta, de brincar de bandeirinha na rua, de mergulhar na enxurrada da vala que a “chuva grossa” produzia, não pegávamos doença, éramos imunizados por Deus, sem sermos vacinados.
            Quanta saudade eu tive hoje de minha infância indigente, quanta saudade dos tempos idos, já faz mais de meio século que corríamos livremente nas ruas do bairro da Sacramenta ( nome derivado do último sacramento), hoje sou um cidadão que podemos dizer possuidor, pois já saí da indigência, mas tenho receio de sair na porta de casa onde nasci e me criei, pois vivemos sobressaltados e não vislumbro uma saída para minguar a violência que campeia na minha rua, no meu bairro e na minha cidade.
            Que pena! Mas ainda assim parabéns Belém das frondosas mangueiras, cidade de pessoas hospitaleiras, pelos seus trezentos e noventa e oito anos de existência. Espere-me nos seus quatrocentos anos.
           
O autor é poeta integrante da ACLA titular da Cadeira Nº 7

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Confraternização com arte, literatura e poesia




 O domingo, 19, durante a manhã e parte da tarde, os acadêmicos e convidados da ACLA festejaram a chegada de mais um ano, com agradecimentos especiais a tudo o que aconteceu de positivo em 2013, tendo as perspectivas para 2014 a continuidade da integração cultural com todos os setores. A confraternização que aconteceu nos espaço de lazer pertencente  a Maçonaria de Capanema, prova que a amizade está fortalecida e todos com pensamentos voltados para o crescimento da Academia de Letras, liderada pela Presidente Madalena Oliveira.

 Nós e nossos convidados, recitamos poesias, lemos fragmentos de histórias, condecoramos artistas capanemenses, apresentamos performance teatral, cantamos, proseamos e nos emocionamos. Em meio a toda essa alegria, também agradecemos a todos os que nos apoiaram em nosso projetos, principalmente na Primeira Semana de Artes que ainda é comentada em verso e prosa. Foram momentos inesquecíveis e as fotos feitas pelo caboco Nirso, revelam nossa união que sincroniza os compromissos que todos temos.  Viva a cultura e que Deus nos proteja nos próximos passos a serem dados pela ACLA. 














terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Dia 07 de Janeiro é o Dia do Leitor!

Uma data feita para comemorar aqueles que gostam de ler e tem, no livro, um grande amigo.

Ler é viajar. Esta frase é bastante conhecida não deixa de ser verdade pois foi (e ainda é) através da leitura que o homem passou a conhecer lugares onde nunca esteve, se remeter ao passado histórico ou criado e até mesmo, projetar o futuro. É importante lembrar que não se nasce leitor , o aprendizado da leitura é um processo infinito de capacitação que é fomentado pelo contato com livros. Pouco a pouco, a prática da leitura nos faz buscar cada vez livros mais complexos, sejam eles literários ou não, o que indica nosso crescimento na capacidade de interpretação e de abstração. Ler nunca é uma atividade passiva. Através da leitura, o leitor identifica e cria lugares, personagens e estórias. Muitas vezes, se projeta no que está lendo.

Mas ler nem sempre é uma tarefa fácil. No Brasil, cerca de 25 milhões de pessoas em idade possível de leitura (acima de 5 anos) ainda são analfabetos.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A face dos artistas e nova fase da cultura

P de Ponto, V de Vista  -  Por Paulo Vasconcellos

As portas se abriram, as janelas firmes e posicionadas mostraram retratos produzidos por mãos que criam, transformando os traços em magníficas produções.  O imaginário fertilizado de quem se dispõe a criar, simplifica estratégias compromissadas com a arte, que representa vértices culturais moldurados que compartilham exemplos a serem seguidos e prestigiados.
Márcia Solange, artista plástica.
Márcia Solange, artista plástica.

O artista solitário mantinha em sigilo sua obra de criação por não se encorajar de mostrá-la em local público ou até mesmo a alguém, se encheu de entusiasmo e se inscreveu para a mostra que fez parte da I Semana de Artes de Capanema, coordenada pela Academia de Letras. O semblante do artista apresentou satisfação e ele sentiu-se libertado por poder usufruir dos momentos em que recebeu elogios de todas as formas.  A arte pediu passagem e esteve presente em vários pontos de referências, visualizada por admiradores que também demonstraram certa timidez, pois ainda não havia acontecido um evento do gênero em Capanema, envolvendo vários segmentos culturais.
Os talentos foram revelados não somente pelos anônimos como também por que já tem vários anos de caminhada participando de exposições, mas ainda não tinha usufruído de uma oportunidade em sua própria cidade. A SEMARC, mexeu literalmente com os artistas a começar pelas obras físicas, passando pela literatura envolvendo Poesias e Contos, consolidando a dança como instrumento de integração social, confirmando que a música tem capacidade de integrar com seus ritmos variados, assegurando que toda arte valoriza seu autor seja qual for a modalidade.
Durante 8 dias a expansão cultural se estabeleceu em Capanema, proporcionada por um planejamento estudado pelo grupo que representa a ACLA, apresentado aos parceiros, colocado em prática e bem aceito pela comunidade que prestigiou todos os eventos inseridos na programação. Os aplausos são múltiplos com merecendência para os atores que se dispuseram a mostrar suas capacidades através da arte em peças construídas criteriosamente para a apreciação popular.
Tudo o que aconteceu durante a SEMARC está edificado através de uma construção firmada em solo fertilizado que envolveu a cultura capanemense, mobilizando seus ativistas que mostraram força individual que se juntou ao talento, pluralizando os atos que configuram projetos que passaram a ser reconhecidos não somente em Capanema como também em outros centros que receberam informações simultâneas através de meios que possibilitaram acompanhamento de tudo o que ocorreu no evento.
A história cultural de Capanema ganha um novo capítulo que será lido e relido para posterior inserção nos anais do setor especializado, por todo o contributo proporcionado pela SEMARC.
A iniciativa da Academia Capanemense de Letras e Artes – ACLA, concerne no compromisso de uma entidade que atua com intenções voltadas para o aprimoramento e o apoio a diversidade cultural marcada pela integração com todos os instrumentos capazes de fortalecer a expansão dos artistas que precisam mostrar suas produções em todos os parâmetros para melhor serventia sintetizada por compromissos multiplicativos. A SEMARC propiciou diversidade cultural e valorização dos artistas, verdadeiros representantes de uma célula que recebe impulsos sempre que mobilizada. (PV)

** Texto dedicado a todos os artistas que participaram da I SEMARC.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Conto vencedor do Concurso Literário da SEMARC

Gilcivan Melo Figueiredo

“Rio de Coca-Cola.”

Hoje faz mais um dia que vejo o nascer do sol em meu lugar, tal fenômeno que não via há muito tempo.
Nasci aqui no meu bom Pará, terra do açaí e tacaca, mas aos quatro anos fui morar na cidade grande, com a agonia do povo na pressa de chegar, fazendo desviar-me de carros em alta velocidade, o ar poluído com a mistura de colônias me perseguiam, assim fazendo sufocar-me de tal maneira que me atracava nas pernas de minha mãe, tentando inutilmente me proteger do alvoroço da cidade grande.
Algum tempo depois, para a minha alegria, mamãe decide voltar para seu lugar de origem. Sorridente ela me via pulando de alegria, pois estava muito animado para conhecer as belezas de minha terra natal, que só conhecia por meus sonhos inanimados, influenciados pelas histórias que mamãe contava de lá. Que era um lugar pacato, de pouca civilização que no ponto mais alto, o vento balançava os cabelos, tendo a visão de campos da magnifica selva, sendo cortada por um rio de águas escuras de Coca-Cola, com uma miragem linda, que se a selva não me mirasse, eu mirava as selvas. Mas tudo isso não passava de imagens dadas há histórias que minha mãe contava. E eu não via a hora de conhecê-las.
Viajamos. Já estávamos na estrada do morro, quando lá de cima avistei a beleza de um lugar, já não via mais nada, só o verde da selva e o colorido da cidade escondida entre os buritizeiros quintal, mas de longe também via uma mancha escura atravessando a cidade, ao me aproximar logo conheci, atravessando a ponte, aquela imagem lambia os meus olhos, parecia que aquele rio tinha vida, a água balançando de um lado ao outro, com a luz do Sol perfurando as águas, dando uma imagem lírica de beleza e conforto aos olhos de quem apreciava tudo aquilo. 
Já não via a hora de mergulhar naquele rio que me fazia esquecer de tudo que me é desagradável da vida.
Ao chegar em casa troquei de roupa e fui para o rio. No caminho parecia que estava voando em direção à terra do Nunca de Peter Pan. Quando cheguei lá, olhei aquele rio de águas vivas me chamando,caí com toda a alegria na águas escuras de Coca-Cola e mergulhava, nadava e brincava jogando água para cima, fazendo chuva que o arco-íris engolia com sua beleza; tudo isso em cima de mim. De momento inesquecível, com uma única certeza, que nunca iria deixar de dar meus banhos coloridos no rio de cor única.
E hoje estou aqui, escorado no corrimão da ponte, vendo o Sol nascer com um brilho incandescente nos olhos.

(Gilcivan Melo Figueiredo) 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Edição especial de Fim de Ano



O ano de 2013 está terminando e o Jornal de Capanema apresenta sua edição composta de matérias que detalham os últimos acontecimentos. A partir deste sábado a edição nº507 vai estar ao alcance dos leitores. Aproveitamos o momento festivo para destinarmos votos de Natal abençoado e cheio de Paz com  recomendações para que todos tenham um ano novo cheio de realizações. 

Leitura Dinâmica - Por Elza Melo




Esse texto é um relato de uma experiência construída a partir de uma ideia dos acadêmicos da Academia Capanemense de Letras e Artes em colocar nas ruas uma manifestação artístico-cultural denominada flash Mob, a qual daria abertura popular da I Semana de Arte de Capanema.
No encontro da ACLA com os artistas capanemenses, recebemos a dançarina e coreógrafa Géssica Lima, que juntamente com seus alunos nos ofereceram apoio em colocar essa ideia nas ruas e de um cidadão capanemense Ozéias Galvão que nos apresentou um grupo de jovens da comunidade de Santa Maria Gorette que nos  trouxeram  uma motivação extraordinária,  tínhamos um mês para ensaiar e motivá-los, foi então que recebemos também a parceria do Grupo de dança ASCOC, nas pessoas dos professores Valmike Reis e Claiton Costa, esse momento seria uma oportunidade em despertar nesses jovens o encanto pela nossa cultura, dança, enfim, apesar da pouca  experiência  dedicaram-se ao máximo, a ACLA recebeu um projeto que descrevia nossas lendas, embaladas por músicas regionais,  sugestão da própria coreografa, baseada nas suas experiências vividas em rodas de carimbo.
Foi preparado um material em forma de ritmo, já que teríamos encenações que falariam das lendas dos curupiras, matintas, botos e Iaras, e também do Carimbó e a dança do boi.
A proposta inicial da coreógrafa Géssica Lima seria o conhecimento prévio da historia e cultura da nossa região e suas manifestações, levar aos participantes e ao público um pouco dessa história e pronunciar o conhecimento de uma dança que relaciona as lendas de um povo, que expressa sua cultura através de seus corpos a ponto de tocar a plateia de uma forma especial, já que a dança se encontra presente em nossas vidas em diversos momentos e de diferentes formas e acima de tudo deixar marcada a abertura da nossa tão sonhada I Semana de Arte de Capanema.
É importante ressaltar que a intenção da ACLA não era a formalidade da abertura de um trabalho e sim despertar a arte e a cultura em toda a população e na sua essência deixá-los envolvidos durante toda a Semana, fazer com que a arte seja valorizada de todas as formas e em todos os lugares, nosso foco era surpreender todas as pessoas que estivessem no centro da cidade naquele momento e isso nós conseguimos.

Com essa apresentação concluímos que se faz necessário resgatar a cultura em nossa cidade, A ACLA sentiu essa resposta, despertar em especial os jovens, envolvê-los na arte, em todas as artes, isso é saudável, eu particularmente tive a oportunidade de conviver um mês com essa turma e através dessa experiência descobri que a dança além de ser uma adaptação agradável de fazer  constrói cidadania resultando em belas apresentações que despertam olhares até mesmo naqueles que não a amam, foi brilhante aqueles 12 minutos, de fato marcaram as nossas  vidas e a historia cultural de nossa cidade.


*A autora é integrante da ACLA, integrante da Cadeira nº 11. 

As oportunidades proporcionadas durante a SEMARC



As surpresas foram reservadas até o início da Semana de Artes que contou com artistas de várias categorias. O texto abaixo reflete o ponto de vista da professora de danças Géssica Lima que também é artista e transmite seu entusiasmo por ter participado do evento.

"Quando penso nessa primeira semana de arte de Capanema, algumas palavras me vem a cabeça: “ Desafio, superação, coragem, força de vontade, entusiasmo, comprometimento, companheirismo, PARCERIA” ...
Foi lindo, é o que venho dizendo todas as vezes que alguém me pergunta. Mas na verdade foi muito mais que isso, foi magnífico, grandiosamente maravilhoso.
Géssica Lima.
É claro que muitos contratempos apareceram, que muita coisa não deu muito certo, que as grandes parcerias poderiam ter sido bem maiores, que a participação da massa popular poderia ter sido muito maior. Porém, o grande passo foi dado, o PRIMEIRO passo!
É claro que a satisfação também não poderia ser unânime, sempre tem um ou outro que fica tentando encontrar alguma coisa pra reclamar, colocando problemas pessoais ou políticos, sejam eles quais forem a serem julgados. As falhas pra essas pessoas sempre são um prato cheio, mas que venham as criticas, através delas enxergamos erros que talvez ainda não tivéssemos atentado pra eles, assim uma vez expostos nos dão a oportunidade de tentar corrigi-los.
Mas o que EU realmente vi nessa semana de arte, foi as coisas ACONTECEREM, tanto da parte dos artistas envolvidos quanto dos colaboradores poder publico ou não; Se houveram interesses ocultos por trás de todo esse apoio não sei, mas acredito  que o importante é fazer acontecer a população só ganha com isso.
 Foi maravilhoso ver artistas da cidade em suas mais variadas formas de expressão, unido forças para fazer este evento acontecer, cada um do seu modo prestando sua colaboração. E como foi muito bem colocado pelo Sr. Nilson Mesquita em uma conversa alguns dias atrás: “Houve um grande esforço para fazer o melhor, e fizemos, cada um na sua, a dançarina dançou, o poeta poetizou, o fotógrafo fotografou, o artista plástico pintou, o varredor varreu o palco pro cantor cantarolar, o público aplaudiu, o jornalista divulgou, os mestres da cultura ensinaram, o empresário apoiou, o prefeito patrocinou, os políticos não discursaram, agiram e acima de tudo, os voluntários, estes talvez os mais cansados ao final, trabalharam e suaram.”

Ultrapassar barreiras foi o que todos nos os envolvidos, tivemos de fazer para que essa semana acontecesse... E ela aconteceu !!!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Parceiros e mantenedores da I SEMARC



Patrocinadores:
·       Cimentos do Brasil – S/A – CIBRASA (Gerente Geral: Dr. Leomárcio Tessarolo).
·       Prefeitura Municipal de Capanema – Sr. Prefeito Eslon Martins.
·       Deputado Estadual – Eduardo Costa.

Parceiros e Apoiadores

Secretaria Municipal de Cultura – SECULT.
Lojas Eletromóveis.
Lojas Radisco Magazine
Casa Oliveira
Idealize Magazine
Estrela Veículos
Ótica Líder (Waldirene Cunha) / Shopping Pérola.
Nazaré Buarque Imóveis.
Cantor Mauricio Camargo.
Espaço Clube
Helinho Carvalho – Marketing Publicitário.
Rádio Educativa.
Pereira Cabeleireiro
CDL / Capanema.
SEBRAE
Casa do Ferro
Academia de Artes Lavié
IB Papelaria e Presente.
Grupo ASCOC
TV Mãe de Deus.
 Star Sound  -   Serviço de Sonorização
Paróquia de Capanema
Câmara Municipal de Capanema.
Vereador Renato Duarte
TV Amazônia
Vereadora Dani do Djalma.
Deputado Estadual Fernando Coimbra.
Deputado Estadual Márcio Miranda
Daniel do Skema
Prefeitura Municipal de Ourém.
Prefeitura Municipal de Bonito.

Prefeitura Municipal de Primavera
Rotary Club de Capanema
Portal Princesa
Jornal  Correio de Capanema
Jornal de Capanema
Site Capanema News
Gráfica Vale
Stúdio Projeção
Ellys Neves Design
Stúdio Renata AR.

Almeida Divulgações
Trindade Publicidade
Yanec Lino (Cantor Lírico).
WAP Caça e Pesca.
Prof. Ivaldo Bandeira
Profª. Terezinha Travassos.
H. Muarte (homens e mulheres artesãos) Tauari.
SBT/Televive /Capanema
Edmar Carvalho  -  Artesão Capanemense
Rádio Antena C
TV Record/Capanema 


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Espaço Poético




A obra do artista  -  Paulo Vasconcellos 

O  palco está erguido e nele o tapete vermelho estirado
Onde  vão se apresentar vários artistas cada um deles o mais estilizado
Antes do show acontecer caminho por alguns cantos
E me deparo com arte de tudo o que é natural
O artesão expõe sua obra em qualquer lugar
Na cadeira, na calçada ou na mesa
O moço se espanta com a gravura feita com tonalidade especial
Os olhos veem o que as mãos construíram
Cada peça representa uma escultura
O artista se orgulha de seu grande feito
Fica muito mais feliz quando ouve seu nome sendo citado em cima do palco
Admirada a moça pergunta algo sobre a obra de arte
Que ela está vendo de perto
No alto falante o artista ouve a descrição do que ele construiu
Repetidas vezes seu nome ecoa em seus ouvidos
Converso com o artista e ele finge não entender  minha fala
É magnífico, esplendoroso e factual
Quero sentir a sensação da magnitude da obra
Ao tocar em cada arte escultural
 Sinto o cheiro dela e tenho a convicção de que foi construída com maestria
Me reporto ao artista dizendo a ele
Sem me preocupar com as metáforas
Sua construção  construiu minha poesia .


**Poema dedicado a todos os artistas capanemenses que participaram da I SEMARC coordenada pela Academia Capanemense de Letras e Artes p- ACLA.

I SEMARC - 1º lugar do Projeto Nossos Poetas



Vida Verdejante


Verdejante é a relva que acoberta estes lindos campos
que tem mais flores.

E saciado eu vivo porcompartilhar este lugar
com meus amores.

Aqui há pássaros pra todo lado, mas é o curió do ninho da
laranjeira que canta e me encanta cada vez mais.

Vez ou outracontemplo o aparecer do sol.
E matutando num banquinho de ipêaprecio o formoso
avinhadocantar.
É meu preferido passarinho que também visita outro ninho
láno floreadojatobá.

Na lua clara, o luar é a luz dos moleques
quebrincam de esconde-esconde no vastoterreirovarrido.
Mas as redes estão lá, atadas desde cedo, e antes
do candeeiro se apagar cada um terádormido.

As noites por aqui são suaves, emborade vez em quando a
calmaria dê espaçoa loucos momentosde amor.

E como é bom compartilhar o lençol de linho com a minha
meiga amada –de beleza rara, de cheiro de flor...

Lá fora, o assoviar do curupira ecoavizinho,
bem perto do poleiro das galinhas, mas meus medos são diminutos.
E nem mesmo o rugido do trovão me espanta – é que eu fico
adormecido com o som da chuva no telhado.
Além disso, ocalor afável de minha dona me acalenta,
mealiciaeme aquece.
E assim o amor me entorpece.

Aquia epopeia da naturezaretumbanos arese não se desfaz,
rimando com o sombrear do arvoredo que abriga aminha
morada, minhacancha de paz.

Meu lugar é longe!Bem longe!
Mas também não é pra lá do fim do mundo.

Minha terra, meu sustento, minha benfeitoria.
Aqui já inventeicontos, cantigas e versos,

dentre eles, esta poesia.

Flávio Barros 

I SEMARC - 3º lugar no concurso de Contos 2013



AS COISAS MUDAM DE IMPORTÂNCIA
         Laura sentia o cheiro forte de angustia verdadeira das que são capazes de causar ataques anafiláticos em mulheres com a sua presença de espírito. Hoje a culpa era por não ter conseguido sair do trabalho a tempo de participar da reunião do filho na escola, mas já tinha sido essa semana, por causa da bagunça da casa, da manicure que era lenta, por trabalhar de mais, por não poder comprar aquele blazer branco, por que constituição era tão ultrapassada nesse país e por que o marido não a ajudava na educação das crianças:
_ Eu educo! Você deseduca!
_ Se eu deseduco você não está educando!
_ Acho que vou sumir!
_ Calma! Calma! Você precisa relaxar!
       Eram sempre essas palavras que ele dizia, quando ela previsivelmente usava o verbo sumir, intransitivo. Ele pensava que uma mulher é uma espécie de touro em uma arena só que precisa manter o cowboy o tempo todo equilibrado em seu lombo, esse cowboy e o mundo todo, manter esse equilíbrio dominador é muito mais difícil do que derrubar em menos de oito segundos.  Laura era assim, ela carregava o mundo nas costas como todas as mulheres. Isso não é fácil, mas assim como todas as mulheres, não percebem ou sentem que fazem isso, para ela era só viver!  Não se pode livrar uma alma de seu inevitável destino, onde suas ações serão julgadas e jogadas no limbo ou no paraíso. Mas ele estaria lá em qualquer um que fosse os destinos de Laura para dizer, Calma! Calma! Você precisa relaxar!
       Quando as lágrimas secassem, choraria medo, pois esse era o sentimento que a transfigurara, medo maior do que qualquer medo que sonhou que fosse capaz de sentir. A cama dele não parecia confortável assim como a cadeira que ela havia dormido todas aquelas semanas. Laura permaneceu ali, ficou lá, por que lá fora mesmo que o sol estivesse nascendo todas as manhãs. Ela só escuridão via. Ficou por que no cantinho do jardim da casa deles tem um coração pintado em pellet pendurado no muro atrás do banco que tomavam café aos sábados, foi ele que pintou aquele coração. Laura ficou na naquele quarto de hospital por que nada era mais importante que ver seus olhos e enxergar neles o paraíso que tanto tentava chegar do seu jeito.
      Na arena agora estava o cowboy e touro no cão! Laura não conseguiu manter o equilíbrio que de tanto buscar já tornara- se parte dela! Estava deitada na areia da arena, tinha sido pisoteada pelo cowboy, mas isso nunca fora de verdade importante. Gastou tanto tempo na grandiosa ação de manter o controle, que nem passou- lhe pela cabeça que houvesse grandeza em está no chão. Enxergar a arena de cima para baixo, simplesmente relaxada!
       Ela contou e recontou os detalhes do rosto dele e mesmo com as cicatrizes que o faziam tão delicado agora, ele era lindo, como nas manhãs quando dizia que ela era a mulher de sua vida! Quando soube do acidente com o marido o coração bateu fora do peito, quando entrou no hospital, suas preocupações, medos nada mais existam, foram substituídos por uma dor que tomava conta da alma. Ela sabia que as coisas mudam de importância, que pouco a pouco cresceria, não mais para cima, mas largo e no coração. Quebrar casulos doe, às vezes até saímos machucados por ter que pouco a pouco por a cabeça para fora, para o mundo e para o novo.

Valdete Gomes

I SEMARC: 3º colocado no Projeto Nossos Poetas 2013



Pontos do Passado

Os dias passam e eu me pergunto: por que não consigo te esquecer? Por que simplesmente não viro a página? Essas e tantas outras perguntas tendem a se formar em minhas reflexões. O pior é que não importa o que digam. Prendi-me a um momento de minha vida que sei impossível voltar. Mas ainda que eu saiba, esse fato sozinho não basta para colocar um ponto final nesses amargurados sentimentos que me preenchem.
Você já pôs tempos atrás o seu ponto final, mas e se eu também colocar? Então talvez quem sabe, se transformariam em dois pontos, e depois dos dois pontos sempre vem mais história. Pena que a vida não é como a escrita, pois se fosse, desejaria eu, me manter a escrever uma narrativa sem fim. Seguro por vírgulas, pensamentos em aspas. Dialogando contigo, travessão por travessão. E ao chegar ao fim do dia, depois de redigir tantas exclamações e interrogações, terminaríamos por reiniciar num ponto em seguida. Entretanto, e se cansada minha mão tremesse, como que pedindo para cessar? Eterno nos faria, pelas reticências que dão caráter de infinito a nossa caminhada.
Porém a vida não é assim. Divago nas palavras, sonhando com um texto que a muito se concluiu. No íntimo, o ideal do recomeço já está a brilhar, ainda que tênue, tentando gradualmente extirpar as trevas densas de mágoa e remorso.

*Publicação autorizada pelo autor.v


Campeão do Projeto Nossos Poetas 2013 faz relato elogiando a I SEMARC



Assim como a Semana de Arte Moderna, ocorrida em São Paulo no ano de 1922, representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda, para o modernismo; a Primeira Semana de Arte de Capanema também representou uma mudança definitiva no modo como os capanemenses percebem a cultura dessa cidade tão deslembrada do ponto de vista artístico.

Nos que participaram diretamente do evento, é visível a alegria contagiante despertada na busca pela valorização dos artistas locais, dos talentos e das belas obras brotadas por aqui.

Para as autoridades incompetentes, de hoje e de ontem, e também para os pessimistas de plantão, que achavam que não ia dá certo, e mesmo de longe, ou até mesmo “próximos”, observaram surpresos o sucesso, a beleza e a grandiosidade do evento, no mínimo despertou dentro desses, um sentimento de culpa pelo que deixaram de fazer à cultura de nosso município ao longo de muito tempo. Muito tempo mesmo!

Durante 8 dias, a cidade de Capanema foi tomada pela sabedoria dos artistas locais. Mesmo com simplicidade, ficou evidente o talento dos que aqui nasceram, e dos que adotaram esta bela cidade interiorana como suas moradas.

A Primeira Semana de Arte de Capanema marcará época, por apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como o poema, o conto, a arte fotográfica, a música e a dança. Dando especial atenção à literatura e às artes plásticas exibida em telas de encher os olhos.

Agora, sou mais feliz por ver que ainda existem pessoas preocupadas com a cultura de nossa cidade, dispostas a dedicar alguns momentos de suas vidas para a valorização dos artistas locais. Eu, como poeta vencedor do VI Concurso de Poesias de Capanema, sinto-me privilegiado por minha obra ter sido a escolhida dentre tantas belas composições apresentadas.

A Academia Capanemense de Letras e Artes – ACLA está de parabéns!


Flávio Barros
Vencedor do VI Concurso de Poesias de Capanema (2013)



I SEMARC no ponto de vista do artista

  


Contistas e Poetas capanemenses são premiados no V Concurso de Contos e VI Projeto “Nossos Poetas” Ano 2013, realizados durante a I Semana de Arte de Capanema.  – Por Valdete Gomes 

Capanema vivenciou na última semana um momento muito importante para a Arte em nosso município. Promovida pela Academia Capanemense de Letras (ACLA), a I Semana de arte de Capanema (I SEMARC) ocorreu durante os dias 23 a 30 de novembro. Reunindo inúmeros artistas e obras em diversos segmentos a I SEMARC mostrou e valorizou a cultura e o talento do artista Capanemense.
       O V Concurso de Contos e VI Projeto “Nossos Poetas” Ano 2013, idealizado pelo jornalista Paulo Vasconcelos, realizados em edições anteriores em parceria com o Jornal de Capanema, também fez parte desse grande evento. O objetivo é que o concurso seja a partir de então promovido pela (ACLA), mantendo seu formato original e seu objetivo maior, promover a arte poética e a criação literária revelando novos talentos. Os poetas e contistas puderam se inscrever durante um mês, em um escritório montado na ótica Líder- Shopping Pérola, podendo participar com até 03 (três) poemas e /ou contos, ambos inéditos e de tema livre.
     A comissão julgadora que selecionou as obras inscritas foi nomeada pelo Comitê Organizador da I Semana de Arte de Capanema que em um trabalho minucioso revelou os finalistas nas duas categorias em evento promovido na Casa da Amizade no último dia 28. Nesse evento os artistas finalistas puderam apresentar suas obras ao público e contar um pouco de suas vidas.
“É muito gratificante e importante participar desse concurso, pois é uma oportunidade de mostrar trabalhos literários que dificilmente possuem espaço para serem apreciados. O concurso é um estímulo e maneira de divulgação para os novos escritores de Capanema”, Diz Valdete Gomes, contista finalista nesta V edição do concurso.

O Resultado do Concurso foi divulgado no dia 30 no evento de encerramento da I Semana de Arte de Capanema, com apresentação musical e teatral a noite de encerramento, foi marcada por emoção e talento. Os grandes vencedores do V Concurso de Contos foram, 1º Lugar Gilcivan Melo Figueiredo - ( Premiação em dinheiro, troféu e Menção Honrosa). - Conto: Rio de Coca-Cola
 2º Lugar Ádila Pereira Xavier - ( Premiação em dinheiro, troféu e Menção Honrosa) - Conto: Enquanto a noite não vem , 3º Lugar, “As coisas mudam de importância” de Valdete Gomes dos Santos.  No V Projeto “Nossos Poetas” foram premiadas as poesias, 1º Lugar Antonio Flávio Barros da Silva -  –( Premiação em dinheiro, troféu e Menção Honrosa). - Poema: Vida Verdejante  2º Lugar  de Diego Vasconcelos e 3º Lugar, "Pontos do Passado" de Marlon Leal do Nascimento. Os vencedores foram premiados com troféus, certificado de participação e premiação em dinheiro, sendo R$ 250, 00 (duzentos e cinquenta reais), para o primeiro colocado, R$ 150,00 (cento e cinquenta reais) para o segundo e R$ 100,00 (cem reais) para o terceiro lugar.