sexta-feira, 6 de maio de 2011

Homenagem ao Dia das Mães

Mãe
Foste, e para sempre não mais haveremos de nos ver.
Deixaste as lembranças mais diversas que eu poderia ter.

Na mente que cultiva as ternuras, o teu calor e as doçuras,
também deixaste gravadas, as atitudes ousadas, e o amor de loucuras.

Mãe,
Gênero ímpar que impõe saudade,
Fez-me sentir desde a tenra idade,
Como é feliz estar perto de tí.

Mãe,
Hoje não posso mais sentir teu cheiro
ou afagar terno os teus cabelos,
e imaginar-me junto aos teus desvelos

Mãe,
Foste a rainha da minha vida
No entorno do amor a mais querida.
Hás de reinar enquanto me houver se tanto,
Um acalento a me lembrar do pranto,
Que foi saber-te ir-se sem voltar jamais.

Autor: Beto Buarque, integrante e Presidente da ACLA, titular da Cadeira Número 1. 

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

UM GRANDE AMOR E DISCREPANTE


Só pra te conquistar
Farei calor no inverno
E para te acalmar
Farei nevar no inferno

Só para te agradar
Farei mil versos de amor
E para te acalentar
Farei que não tenhas dor

Só para te consolar
Farei poesia sobre guerra
E para te alegrar
Farei um jardim no...
( onde quiseres, e que rime )

Serei um ateu acreditando em tudo
Serei um sábio, ignorando a ciência
Serei um plebeu errante, bem hospedado
Serei um semita sem circuncisão
Serei um mestre sem conhecimento.

Passaremos as férias na lua
Viajaremos de metrô para Júpiter
Alcançarei uma estrela cadente
Construirei um “out-door” em volta da Terra
Com uma frase de cinco estrelas
Para que a via láctea conheça
A grandeza de nosso AMOR
O anel de Saturno será a aliança
Símbolo dessa grandiosa  união
Que se espera, seja duradoura.

As estrelas terão inveja de tua grandeza
Uma constelação descerá a Terra
Somente para te contemplar.

Autor: Samuel Alencar, integrante da ACLA, titular da Cadeira Número 7. 

sexta-feira, 29 de abril de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

AMANHÃ


Ontem?...Isso faz tempo!...
Amanhã?... Não nos cabe saber...
Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você dizer que quer tentar de novo...


Amanhã pode ser muito tarde
Para você pedir perdão,
Para você dizer:
Desculpe-me, o erro foi meu!...
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços...
Porque amanhã pode ser muito...muito tarde!


Não deixe para amanhã para dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!...


Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda...


Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei!...Venha cá, vamos conversar...
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?...
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você. Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos? Onde está a sua garra?...
Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde...muito tarde!
Procure. Vá atrás! Insista! Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde...


Colabração: Rosilda Dax - Poema de autoria de Paulo Jr. especialmente para a ACLA.


Obs: O autor é poeta e amigo da Acadêmica Rosilda Dax. 

terça-feira, 26 de abril de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

A perda!

O dia ensolarado,
as ondas do Atalaia como um manto de Nossa Senhora,
os redeiros, os artesãos, aos gritos e com muita saliva entoando seus hinos de marretagem,
a praia limpa, mas nem tanto, alguns monturos de lixo aqui e acolá,
diziam da consciência ecológica da população da praia,
a conversa ia e vinha, não era calmaria, mas era harmonia,
a areia fina,
os castelinhos das crianças,
os vendedores de pipa,
os carros com sons bem altos e mau educados,
na chegada a praia vislumbrava-se aquele tapete multicolorido de guarda sóis,
carangueijo toc-toc, pratiqueira e pescadinha na barraquinha,
de repente o susto,
cadê o menino?
cadê o menino?
o menino com sua prancha?
não, comigo não, conosco não!
isso não podia ser como tantos que já foram,
mas comigo não!
o que seria da mãe, e da irmã?
não! não! não!
já se passaram pelo menos 30 minutos e o menino sumiu,
todos tem que me ouvir: o menino sumiu!
Ei!! o menino sumiu, eu quero que todos ouçam meu ofegante pensamento,
vi a prancha amarela, a sunga azul, o corpo magro e moreno,
como um adesivo nos olhos,
bombeiro, cadê meu filho?!
guarda, socorro!
vendedor de bugiganga, me ajude!
todos que bricam como se nenhum drama estivesse acontecendo, olhem por mim,
olhem, o menino sumiu, eu estou desesperado!
vai para oeste que eu vou para leste, ou para norte, quem sabe pro sul,
a praia é a mesma mas meu filho sumiu,
meus olhos esbugalhados,
eles não param nas óbitas,
meu nó na garganta,
minha barriga que dói,
a panturrilha cansada,
por favor meu Deus, o menino sumiu!
me ajude!
derrepente, o olhar naquele corpinho,
a onda, não era do mar, que sobe pela espinha,
elétrica, esfriando a zero grau naquele sol causticante,
a prancha, a sunga, o tempo que já corria célere,
o grito delirante, a boca espumante, o coração saltitante,
achei o menino!!!
achei!!
o menino!!
descancei, gemi mudo, agradeci a Deus,
corri e o abracei,
já se iam uma hora e meia,
não quero imaginar que a perda poderia ser maior,
saí com ele orgulhoso e o entreguei a mãe choroso e desesperada,
o sol já se punha no horizonte,
já era mais silêncio na praia,
muitos buscavam os veículos e caminhavam preguiçosamente pelas areias,
ninguém se preocupava com tristezas,
nós ali, com nossos corações silenciosos,
com seus compassos normalizados,
caminhávamos lentamente e desligados da euforia ao redor,
olhando o menino,
(nós o tínhamos perdido, mas ele mesmo não se perdeu),
bem pertinho,
bricando, com a vida sem saber,
olhando-nos seguro,
e nós lhe amando,
sem perceber porque, dali em diante, um enorme tédio nos envolveu,
e no dia seguinte voltamos para casa,
e só o menino reclamou.

Colaboração: Nilson Mesquita, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 12. 
23/04/11

quarta-feira, 20 de abril de 2011

De Verso em Prosa - Por Marta Navegantes



                                 Capanemeiros
                                   Amigos, que estamos longe,
                                   Ainda lembram de lá?
                                   Da nossa Capaneminha,
                                   Lá no Estado do Pará?
                                   Da nossa boa farinha,
                                   Do nosso pé de limão?
                                   Do Colégio São Pio X,
                                   Eterno no coração?
                                   Procissão do dia oito
                                   Na nossa Igreja Matriz?
                                   Mãe do Perpétuo Socorro,
                                   Que nos fez sorrir feliz.
                                   O tempo nos dispersou,

segunda-feira, 18 de abril de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

Pequeno Poema
Quem te declamará pequeno poema?
Com sentimento,
Eu expresso nos madrigais.

E te transformo,
Em frequentes recitais
De múltiplas revelações.

O vento, soa como a canção
Que entoa o pássaro que pia
Após a fase de crescentes ensaios
Sem improviso esse cantar,
Não retratará a pena
Na terra da eternidade inútil.

Pergunte-se: - Onde encontrar tanto vigor?
Nos sonetos destinados aos amantes?
No luau que se presta aos cancioneiros?
Ou no esplendor das interpretações?
Chega o verão inspirando o prazer do calor,
É quando a tua rima desconhece a tristeza
Colhendo flores matinais
Para enfeitar
Festivais de altos conceitos
No decorrer de dias fecundos dando Asas a Poesia,
Tornando notória a sutileza de sua imaginação.

A versatiliação em memória ideal
Rebrilha a pérola de tua linguagem diária,
Sem choro ou lágrima de um silêncio passado.

Quem te declamará pequeno poema?

Autor: Stélio Vasconcellos, integrante da ACLA, titular a Cadeira número 13. 

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Artigo Literário - Incentivo à Leitura


QUEM POUCO LÊ POUCO VÊ
O Elias Pinto, este jornalista incomum que nos eleva a alma com seus escritos  no Diário do Pará, frequentemente vem nos brindar com algumas pérolas do ideário nacional. Em recente página, ali estava José Mindlin, nome da cultura que a todos se impõe pela clareza e justeza das afirmações. É ele que em “Inoculando o vírus da leitura” traça sentidos e interpretações somente pensadas pelos grandes intelectos e somente percebidas pelos que por anuência e satisfação, tiveram no vírus da leitura, o estabelecimento da satisfação e do prazer. Diz-nos “Mindlin:” Quem não lê, não sabe o que está perdendo, pois a leitura dá um sentido espiritual à vida, abre horizontes, dá uma visão melhor e mais ampla do mundo e da sociedade em que vivemos, estimula a imaginação e o sonho, e cria possibilidades antes impensadas de reivindicar mudanças em nossa sociedade, corrigindo injustiças sociais e politicas que nos afligem. As coisas dificilmente mudarão se não for dada à grande massa de nossa população, uma educação adequada e consciência de cidadania, o que exige em última análise, o desenvolvimento e a consolidação das práticas da leitura. Há décadas procuro inocular no maior número de pessoas o “vírus” do amor ao livro e à leitura”, Essa afirmação de José Mindlin, serve-nos como um alerta de um dever a ser cumprido. Diz-nos também, por final, o nosso literato em enfoque: “O acesso ao livro, porém, não é fácil para a grande maioria da população, que vive de pequenos salários, quando os tem. Daí ter livros não deve ser condição única para a leitura, embora seja grande o prazer de formar e possuir uma biblioteca particular.” Aqui no Brasil, ainda engatinhando nessa questão das bibliotecas, infelizmente para todos, a biblioteca particular é regra sim, malgrado o que gostaria José Mindlin

Colaboração e texto: Beto Buarque, presidente da ACLA, titular da cadeira número 1.