sexta-feira, 3 de junho de 2011

ACLA é destacada no JC Online.

***Cerimônia da ACLA foi destacada na imprensa Capanemense e o JC Online postou a matéria abaixo. 

Acadêmicos: Cerimônia ainda repercute e ACLA começa a desenvolver projetos
A cerimônia realizada em 25 de maio, no Clube NASSAU, ainda repercute em Capanema, pela representatividade cultural que a Academia Capanemense de Letras e Artes –ACLA assume ao empossar seus integrantes, cada um em sua Cadeiras. Para muitos, foi momento único e impar. Para outros, a consagração pela junção das letras e artes em favor de ações voltadas para os interesses culturais do Município. Agora, tudo o que for coordenado por essa entidade, passará por um processo de avaliação de projetos, pois a ACLA está credenciada para desenvolver atividades na comunidade.
Todos os Acadêmicos receberam a certificação vitalícia das cadeiras, sendo que as titularidades são intransferíveis. O evento foi prestigiado por representantes da Sociedade Civil Organizada, sendo que a Mesa Diretora foi constituída por Beto Buarque – Presidente da ACLA, Orivaldo Ribeiro – Pastor da Assembléia de Deus em Capanema, José Maria Azevedo – Presidente da Academia de Letras de Castanhal, Léo Márcio Tessarolo – Gerente Geral da CIBRASA e Dirceu Milani – Reitor da Faculdade Pan Americana. A  Cerimônia foi deliberada, intercalada a pronunciamentos e nos intervalos, apresentados números culturais com artistas Capanemenses. Entre as atrações estavam o saxofonista Madson, os cordelistas Jorge Carvalho e Lucivaldo Nascimento, o Grupo de Carimbó Estação, a perfomance da lenda “Maria Cachorro”, participação da Academia de danças Chiara Rêgo, o grupo de Marujada Os Timbiras e a dublagem do artista José Pereira.
Todos os atrativos chamaram a atenção do público presente e certamente, nas outras programações será dada novamente atenção especial aos “artistas da terra”.
O PRESIDENTE Da ACLA, escritor Beto Buarque, aproveitou a oportunidade para lançar seu livro “FOLHEANDO”, contendo crônicas diversas. Ao comentar sobre o evento, Buarque acrescentou que os compromissos da Academia de Letras vão começar a ser cumpridos com os projetos voltados para a defesa da Cultura Capanemense, oportunizando as comunidades, condições de participar ativamente dos eventos. Na cerimônia, foram empossados 5 novos integrantes da ACLA: - Stélio Viana de Vasconcellos, Silvana Valéria de Sousa Duarte, Waldemar de Oliveira Cunha Júnior, Cleni Maria Guimarães do Livramento e Nilson Edson Mesquita Rodrigues. O presidente Beto Buarque nomeou o Acadêmico Samuel Alencar para fazer a saudação aos empossados naquele momento. A programação foi organizada por todos os Acadêmicos e o cerimonial comandado pela jornalista Mannuela Oliveira. As cadeiras da ACLA estão ocupadas por 16 intelectuais que vibrantemente representam a cultura, as letras e as Artes no Município de Capanema. Eis o elenco de imortais que formam a Academia de Letras e Artes de Capanema.

1.    –   Aristheu Buarque de Gusmão Filho
2.    –   Maria Madalena de Oliveira Silva
3.    –   Djalma Durval Melo
4.    –   Maria Rosilda Dax Silva
5.    –   Francisco Paulo Viana de Vasconcelos
6.    –   Haroldo Costa Ribeiro
7.    –   Samuel Alencar da Silva
8.    –   Lourdes de Oliveira Silva
9.    –   José Raimundo Batista Vieira
10. – Maria Ramos Rodrigues
11. – Luciano Demétrius Barbosa Lima
12. – Nilson Edson Mesquita Rodrigues
13. – Stélio Viana de Vasconcelos
14. – Silvana Valéria Sousa Duarte
15. – Cleni Maria Guimarães do Livramento
16. – Waldemar de Oliveira Cunha Júnior

Acadêmicas correspondentes
     
-Iracema Amorim da Costa – Residente em Igarapé-AÇU – PA
-Marta Navegantes – São Paulo – SP

Artigo Literário

A Cultura e o compromisso dos Acadêmicos

Por Stélio Vasconcellos

Já faz algum tempo que milito na Cultura Capanemense, onde comecei escrevendo poemas dedicando-os ao meu acervo que foi construído com várias composições. Passados alguns anos, tive o prazer de me tornar ator de teatro e posteriormente dirigir peças, passando a ser mais conhecido nos meios culturais. A afinidade com as artes não poderia ficar no meio do caminho, pois este se colocou à minha disposição para a continuidade dos meus passos poéticos e artísticos que foram além do que eu imaginava. Com os versos e as prosas fui juntando mais habilidades com as letras e me dispus a escrever contos, conceituando assuntos mesclados á vida real e a ficção. Até aí, tudo bem!
Os poemas continuaram saindo da minha imaginação e a condição de poeta me fez  semeador do que plantou o velho José Pedro, meu avô, sendo seguidos pelos versos improvisados de meu pai Waldemar, ramificando nas escritas e cantorias de minhas tias Iraci e Licy, assim por diante. Fiquei muito feliz quando comecei a acompanhar os poemas escritos por meu irmão Paulo, principalmente quando ele declarava que estava seguindo os meus passos poéticos. Baseado nessa força, permaneci compondo e com muito esforço editei meu primeiro livro “Asas a Poesia”, compartilhado com um poema do Paulo, que também assinou o prefácio do livro. Podem ter certeza que a junção de idéias, chegou em bom momento, pois nossos laços familiares se uniram aos laços culturais.
Na quarta-feira, 25 de maio de 2011, fui empossado como integrante da Academia Capanemense de Letras e Artes – ACLA, ocupando a Cadeira de número 13. Para mim, foi um momento histórico e de grande satisfação, por fazer parte de um seleto grupo de intelectuais que tem os mesmo ideais, que são os de servir a cultura com desprendimento e acima de tudo, compromisso com as artes. Entrei com os trabalhos Acadêmicos já em andamento, completando 1 ano de atividades, mas sei que não encontrarei dificuldades para desenvolver meu trabalho e contribuir com a entidade, uma vez que conheço todos os meus pares e suas capacidades, entre os quais, está meu irmão. os projetos estão andando e eu, na qualidade de poeta, traço as linhas horizontais e verticais, procurando equilibrá-las na reta do caminho onde estão localizadas as véias poéticas que formam a união dos versejadores, trovadores, cancioneiros, repentistas, pensadores, filósofos, cordelistas e até os improvisadores. É assim que considero os defensores da Cultura literaria e das Artes, como verdadeiros e autênticos artistas.   

Autor: Stélio Vasconcellos poeta e escritor, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 13.

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

 Saudade
Dentro do meu coração
Existe uma imensa plantação de saudade

Saudade há muito tempo amadurecida
Daquelas que nos acompanham toda a vida.

Saudade recente,
Bem verdinha
Com aspecto de ontem à noitinha,

Saudade embrionária
Dessas que ainda estão por vir
Talvez não chegue nunca
Ou quem sabe assim que eu sair?

Autora: Cleni Guimarães, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 15. 

terça-feira, 31 de maio de 2011

SAUDAÇÃO AOS NOVOS ACADÊMICOS DA ACLA


Aos neófitos acadêmicos que hoje foram diplomados como imortais e patronos de suas cadeiras da Academia Capanemense de Letras e Artes, NILSON EDSON MESQUITA RODRIGUES, SILVANA VALÉRIA SOUZA DUARTE, ESTÉLIO VASCONCELOS, CLÊNI MARIA GUIMARÃES DO LIVRAMENTO e VALDEMAR OLIVEIRA CUNHA JÚNIOR, em primeiro lugar queremos registrar as nossas boas vindas, quero lhes dizer que para mim é uma satisfação muito grande está saudando vocês em noma da ACLA, pois fui incumbido dessa árdua e honrosa missão, árdua pois não é fácil saudá-los na presença de tantas pessoas ilustre que compõem a mesa, assim como diante dessa platéia maravilhosa por quem tenho muito respeito; mas muito honrosa para mim, poder desfrutar dessa oportunidade de poder homenageá-los numa de forma de reconhecimento por tudo aquilo que vocês já fizeram e ainda farão muito pela cultura e arte de Capanema.
Gostaria muito de numa oportunidade como essa ter o dom da oratória, pois se assim fosse, faria um discurso eloquente, vocês ficariam emocionados e eu com meu ego massageado ou quem sabe até inflado, mas como não tenho o dom da oratória, permitam-me traçar algumas palavras que com toda certeza não alcançarão o majestoso brilho de vossas pessoas, mas brotaram da trincheira da sinceridade.
Vocês são cinco novilúnios acadêmicos que acabaram de ingressar formalmente em nossa ACLA, comparo os meus novos confrades, como se fossem os cinco dedos de uma mão, cada qual tem o seu tamanho individual, cada um tem sua característica particular e suas peculiaridades, formando essa mão amiga da ARTE como um todo, que com certeza tem o propósito de alavancar os ideais e projetos de nossa Academia; permitam-me dizer que vocês são cinco estrelas cintilantes, e cada um de vocês como pessoa é: única, ímpar e singular; porque não dizer que formaram uma constelação que muito brilho veio trazer para nossa Academia Capanemense de Letras e Artes, haja vista, o incontestável conúbio que vocês tem com as mais diversas forma de expressão artística, e, que todos tem uma vocação para artista, seja lá nas suas mais diversas matizes, já nos demonstraram isso, somado ainda ao empenho de todos vocês na valorização e na defesa da arte e da cultura regional, de certo que o ingresso dos meus nobres confrades irão contribuir para o enriquecimento e engrandecimento dos trabalho de nossa academia, visto que a ACLA tem como objetivo precípuo difundir, valorizar e apoiar a ARTE nas suas mais diversas nuances, sobretudo estimular a leitura, divulgar e incentivar a nossa cultura regional.
Temos a certeza de que, a bagagem cultural que meus novos pares estão trazendo para dentro da ACLA, será incrementada em nossos projetos culturais, de forma que a sociedade capanemense possar conhecer e participar mais ativamente de nossa manifestação cultural, valorizando imperativamente a nossa cultura regional.
Quero informar a todos os presentes que a nossa Academia tem como patrono, o profícuo escritor paraense, JOSÉ VERÍSSIMO, e eu poço afirmar que hoje o túmulo de JOSÉ VERÍSSIMO está em festa, em regozijo ao ingresso desse cinco novéis.
Mas gostaria de encerrar minha saudação, com uma célebre frase do grande Charles Chaplin, que foi um artista polivalente, como vocês meus novos confrades.
“ A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso cante, dance, chore, e viva intensamente antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos”
Meu muito obrigado.

Capanema, 25 de maio de 2011.

Samuel Alencar da Silva

quarta-feira, 25 de maio de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

Pensamento Distante
É fim de tarde...
E eu sozinho sobre a tolda do barco
Buscando no Céu, alguma coisa que
Me deixe feliz.
Vejo uma estrela, a primeira que chega,
Lançando o seu brilho constante.
Ainda estão presentes os últimos raios
De Sol brilhando sua luz dourada,
Bem suave sobre algumas nuvens.
Longe, bem longe, uma nuvem branca
Cria algumas formas, ora de objetos,
Ora de animais, ora de pessoas.
Fico esperando que ela forme um rosto
Que se pareça com você, e ela parecendo
Me entender, cria um rosto de mulher,
Com olhos bem expressivos, lábios bem formados,
Tudo parecendo você.
E o sol, em seus últimos instantes, lança
Sobre ela os seus fracos raios dourados
Como que formando os seus lindos
Cabelos loiros.
Que alegria!
Parece que até a natureza entende
Os meus sentimentos.
Mas, logo tudo vai se modificando.
A nuvem se dispersa, o Sol fica sem vida,
Somente a estrela que não é mais a única,
Mas que foi a primeira, continua lá em cima
Me fazendo companhia.
Vem a escuridão da noite, e eu procuro
Me conter para não deixar ninguém
Perceber, o que eu sinto quando estou
Longe se poder ver você.

                                          Haroldo C. Ribeiro

Cidade dos Esquecidos ou dos Adormecidos? - Por Haroldo Ribeiro



Em uma roda de amigos dos diversos seguimentos da sociedade, um dos participantes que chegou a poucos meses em nossa cidade, disse que necessitamos apagar a imagem, que Capanema é o município dos Esquecidos, Em sua visão, somos nós que estamos adormecidos. É pura verdade. Acomodamo-nos tanto que Capanema já elegeu mais de quatro deputados estaduais e até dois numa mesma legislatura. Já tivemos, deputados federais e candidato a vice-governador. Já fomos uma das maiores cidades em termos populacionais e uma expressão na economia do Estado, o município já foi um dos maiores produtores de arroz, juta e feijão caupi da região, e agora onde estamos? O que nos engrandece e orgulha! É triste andar pelos bairros de nossa cidade e ver escritas estampados nos muros e fachadas de inúmeras casas “vende-se, aluga-se” isso é sinal de estagnação e de atraso, e, não de crescimento e desenvolvimento. Será porque grandes empresas não se instalam aqui e porque outras já instaladas foram embora? Temos que acordar para a resolução dos problemas que nos afligem!

A culpa é nossa, toda nossa, que em época de eleições, acolhemos e apoiamos oligarquias ou grupos que só olham para os próprios umbigos, não pensam no desenvolvimento social de nossa gente, no desenvolvimento do município, sem falar nos famosos políticos pára-quedistas que se aportam aqui de quatro a quatro anos. Com certeza é porque damos oportunidades, abrimos espaços. É o cúmulo surgirem nomes de políticos de outras cidades e regiões sendo cotados para candidaturas majoritárias em nosso município. Será que não temos: capacidade, competência, visão, coragem e principalmente amor por nossa cidade e região.

Realmente estamos muito adormecidos e acomodados. Será que já não é chegada à hora de todos nós acordarmos e passarmos a repensar o desenvolvimento de nossa cidade e região? Ou vamos aceitar a triste rotulação de CIDADE DOS ESQUECIDOS. Com certeza, se não lutarmos por nossos ideais eles não virão até nós.

Será que não temos competência para tal? Temos que ser pertinentes, pois se cada um de nós fizer o melhor dentro do tempo que nós é dado, com certeza teremos respostas mais rápidas.

Seremos mais competitivos e daremos uma lição de democracia e competência contra os paradigmas que nos destroem e impedem o crescimento de nossa querida Capanema.
Estamos vivendo a era da rapidez. O mundo mudou com a globalização numa velocidade incalculável e, ninguém esperava por isso. E na política não pode ser diferente.

O silêncio político em ano eleitoral que vemos em Capanema é preocupante! Será que a Lei da infidelidade, a proibição de shows-mícios, doação de brindes, uso de camisetas e bonés, contratação de cabos eleitorais regidos pela CLT, mudaram a forma de fazer política? Ou será que resultados de pesquisas de opinião pública assustam alguns e tranqüilizam outros? É sabido que em nossa cidade temos grandes articuladores políticos, porém, vemos que é chegado à hora de darmos uma chacoalhada e partirmos para a luta, se quisermos mudanças na política Capanemense. Ou será que a atual situação está boa para nós. Será que queremos uma Capanema bela e bonita para poucos, um governo ditatorial ou as oligarquias? Para evoluirmos é natural o trabalho, a luta, o enfrentamento e a superação das dificuldades, pois é assim que exercitaremos e desenvolveremos nossas potencialidades.

Cadê as novas lideranças, os empresários, a sociedade civil organizada, essa luta é de todos nós e deve ser uma constância! O que estamos esperando? Cair do céu um salvador da cidade?                                                           

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe”.


Texto: Haroldo Ribeiro, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 6. 

terça-feira, 24 de maio de 2011

De Verso em Prosa - Poemas e Devaneios

A ESTRADA
 
 








A estrada esta longa
O suor molha meu corpo e o cansaço torna-se inevitável
Minhas inquietações estão aquém do meu lado racional,
me deixando ainda mais vulnerável diante da incerteza do que me espera.
A estrada esta longa
Os atalhos perigosos
E as opções de escolha me deixam encurralada
As decisões precisam ser tomadas
Que rumo tomar?
Onde quero chegar?
Quem são as minhas companhias?
A estrada esta longa
O caminho cada vez mais estreito
O céu infinitamente escuro
A estrada continua longa
As pedras machucam meus pés
A solidão dilacera minha alma
A expectativa da chegada?
Perdi ao longo desta estrada vazia e sem fim
A estrada esta longa
Não vejo mais o ponto de partida
E muito menos o de chegada
O medo do que me espera aumenta
Fazendo-me parar
A estrada continua longa e eu não sei o que é pior,
Parar?
Continuar?
Pensar?
Dormir?
Desistir?
Entregar-me?
A estrada esta longa
O que fazer com aqueles que acreditaram em mim?
Cada um tem a sua estrada e a minha esta longe de chegar ao fim
A estrada parece infinita
Porém as minhas forças...
Ah! Essas são limitadas e colocam-me diante do meu próprio fim.

Autora: Valéria Duarte, integrante da ACLA, titular da Cadeira número 14.