quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

A face dos artistas e nova fase da cultura

P de Ponto, V de Vista  -  Por Paulo Vasconcellos

As portas se abriram, as janelas firmes e posicionadas mostraram retratos produzidos por mãos que criam, transformando os traços em magníficas produções.  O imaginário fertilizado de quem se dispõe a criar, simplifica estratégias compromissadas com a arte, que representa vértices culturais moldurados que compartilham exemplos a serem seguidos e prestigiados.
Márcia Solange, artista plástica.
Márcia Solange, artista plástica.

O artista solitário mantinha em sigilo sua obra de criação por não se encorajar de mostrá-la em local público ou até mesmo a alguém, se encheu de entusiasmo e se inscreveu para a mostra que fez parte da I Semana de Artes de Capanema, coordenada pela Academia de Letras. O semblante do artista apresentou satisfação e ele sentiu-se libertado por poder usufruir dos momentos em que recebeu elogios de todas as formas.  A arte pediu passagem e esteve presente em vários pontos de referências, visualizada por admiradores que também demonstraram certa timidez, pois ainda não havia acontecido um evento do gênero em Capanema, envolvendo vários segmentos culturais.
Os talentos foram revelados não somente pelos anônimos como também por que já tem vários anos de caminhada participando de exposições, mas ainda não tinha usufruído de uma oportunidade em sua própria cidade. A SEMARC, mexeu literalmente com os artistas a começar pelas obras físicas, passando pela literatura envolvendo Poesias e Contos, consolidando a dança como instrumento de integração social, confirmando que a música tem capacidade de integrar com seus ritmos variados, assegurando que toda arte valoriza seu autor seja qual for a modalidade.
Durante 8 dias a expansão cultural se estabeleceu em Capanema, proporcionada por um planejamento estudado pelo grupo que representa a ACLA, apresentado aos parceiros, colocado em prática e bem aceito pela comunidade que prestigiou todos os eventos inseridos na programação. Os aplausos são múltiplos com merecendência para os atores que se dispuseram a mostrar suas capacidades através da arte em peças construídas criteriosamente para a apreciação popular.
Tudo o que aconteceu durante a SEMARC está edificado através de uma construção firmada em solo fertilizado que envolveu a cultura capanemense, mobilizando seus ativistas que mostraram força individual que se juntou ao talento, pluralizando os atos que configuram projetos que passaram a ser reconhecidos não somente em Capanema como também em outros centros que receberam informações simultâneas através de meios que possibilitaram acompanhamento de tudo o que ocorreu no evento.
A história cultural de Capanema ganha um novo capítulo que será lido e relido para posterior inserção nos anais do setor especializado, por todo o contributo proporcionado pela SEMARC.
A iniciativa da Academia Capanemense de Letras e Artes – ACLA, concerne no compromisso de uma entidade que atua com intenções voltadas para o aprimoramento e o apoio a diversidade cultural marcada pela integração com todos os instrumentos capazes de fortalecer a expansão dos artistas que precisam mostrar suas produções em todos os parâmetros para melhor serventia sintetizada por compromissos multiplicativos. A SEMARC propiciou diversidade cultural e valorização dos artistas, verdadeiros representantes de uma célula que recebe impulsos sempre que mobilizada. (PV)

** Texto dedicado a todos os artistas que participaram da I SEMARC.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Conto vencedor do Concurso Literário da SEMARC

Gilcivan Melo Figueiredo

“Rio de Coca-Cola.”

Hoje faz mais um dia que vejo o nascer do sol em meu lugar, tal fenômeno que não via há muito tempo.
Nasci aqui no meu bom Pará, terra do açaí e tacaca, mas aos quatro anos fui morar na cidade grande, com a agonia do povo na pressa de chegar, fazendo desviar-me de carros em alta velocidade, o ar poluído com a mistura de colônias me perseguiam, assim fazendo sufocar-me de tal maneira que me atracava nas pernas de minha mãe, tentando inutilmente me proteger do alvoroço da cidade grande.
Algum tempo depois, para a minha alegria, mamãe decide voltar para seu lugar de origem. Sorridente ela me via pulando de alegria, pois estava muito animado para conhecer as belezas de minha terra natal, que só conhecia por meus sonhos inanimados, influenciados pelas histórias que mamãe contava de lá. Que era um lugar pacato, de pouca civilização que no ponto mais alto, o vento balançava os cabelos, tendo a visão de campos da magnifica selva, sendo cortada por um rio de águas escuras de Coca-Cola, com uma miragem linda, que se a selva não me mirasse, eu mirava as selvas. Mas tudo isso não passava de imagens dadas há histórias que minha mãe contava. E eu não via a hora de conhecê-las.
Viajamos. Já estávamos na estrada do morro, quando lá de cima avistei a beleza de um lugar, já não via mais nada, só o verde da selva e o colorido da cidade escondida entre os buritizeiros quintal, mas de longe também via uma mancha escura atravessando a cidade, ao me aproximar logo conheci, atravessando a ponte, aquela imagem lambia os meus olhos, parecia que aquele rio tinha vida, a água balançando de um lado ao outro, com a luz do Sol perfurando as águas, dando uma imagem lírica de beleza e conforto aos olhos de quem apreciava tudo aquilo. 
Já não via a hora de mergulhar naquele rio que me fazia esquecer de tudo que me é desagradável da vida.
Ao chegar em casa troquei de roupa e fui para o rio. No caminho parecia que estava voando em direção à terra do Nunca de Peter Pan. Quando cheguei lá, olhei aquele rio de águas vivas me chamando,caí com toda a alegria na águas escuras de Coca-Cola e mergulhava, nadava e brincava jogando água para cima, fazendo chuva que o arco-íris engolia com sua beleza; tudo isso em cima de mim. De momento inesquecível, com uma única certeza, que nunca iria deixar de dar meus banhos coloridos no rio de cor única.
E hoje estou aqui, escorado no corrimão da ponte, vendo o Sol nascer com um brilho incandescente nos olhos.

(Gilcivan Melo Figueiredo) 

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Edição especial de Fim de Ano



O ano de 2013 está terminando e o Jornal de Capanema apresenta sua edição composta de matérias que detalham os últimos acontecimentos. A partir deste sábado a edição nº507 vai estar ao alcance dos leitores. Aproveitamos o momento festivo para destinarmos votos de Natal abençoado e cheio de Paz com  recomendações para que todos tenham um ano novo cheio de realizações. 

Leitura Dinâmica - Por Elza Melo




Esse texto é um relato de uma experiência construída a partir de uma ideia dos acadêmicos da Academia Capanemense de Letras e Artes em colocar nas ruas uma manifestação artístico-cultural denominada flash Mob, a qual daria abertura popular da I Semana de Arte de Capanema.
No encontro da ACLA com os artistas capanemenses, recebemos a dançarina e coreógrafa Géssica Lima, que juntamente com seus alunos nos ofereceram apoio em colocar essa ideia nas ruas e de um cidadão capanemense Ozéias Galvão que nos apresentou um grupo de jovens da comunidade de Santa Maria Gorette que nos  trouxeram  uma motivação extraordinária,  tínhamos um mês para ensaiar e motivá-los, foi então que recebemos também a parceria do Grupo de dança ASCOC, nas pessoas dos professores Valmike Reis e Claiton Costa, esse momento seria uma oportunidade em despertar nesses jovens o encanto pela nossa cultura, dança, enfim, apesar da pouca  experiência  dedicaram-se ao máximo, a ACLA recebeu um projeto que descrevia nossas lendas, embaladas por músicas regionais,  sugestão da própria coreografa, baseada nas suas experiências vividas em rodas de carimbo.
Foi preparado um material em forma de ritmo, já que teríamos encenações que falariam das lendas dos curupiras, matintas, botos e Iaras, e também do Carimbó e a dança do boi.
A proposta inicial da coreógrafa Géssica Lima seria o conhecimento prévio da historia e cultura da nossa região e suas manifestações, levar aos participantes e ao público um pouco dessa história e pronunciar o conhecimento de uma dança que relaciona as lendas de um povo, que expressa sua cultura através de seus corpos a ponto de tocar a plateia de uma forma especial, já que a dança se encontra presente em nossas vidas em diversos momentos e de diferentes formas e acima de tudo deixar marcada a abertura da nossa tão sonhada I Semana de Arte de Capanema.
É importante ressaltar que a intenção da ACLA não era a formalidade da abertura de um trabalho e sim despertar a arte e a cultura em toda a população e na sua essência deixá-los envolvidos durante toda a Semana, fazer com que a arte seja valorizada de todas as formas e em todos os lugares, nosso foco era surpreender todas as pessoas que estivessem no centro da cidade naquele momento e isso nós conseguimos.

Com essa apresentação concluímos que se faz necessário resgatar a cultura em nossa cidade, A ACLA sentiu essa resposta, despertar em especial os jovens, envolvê-los na arte, em todas as artes, isso é saudável, eu particularmente tive a oportunidade de conviver um mês com essa turma e através dessa experiência descobri que a dança além de ser uma adaptação agradável de fazer  constrói cidadania resultando em belas apresentações que despertam olhares até mesmo naqueles que não a amam, foi brilhante aqueles 12 minutos, de fato marcaram as nossas  vidas e a historia cultural de nossa cidade.


*A autora é integrante da ACLA, integrante da Cadeira nº 11. 

As oportunidades proporcionadas durante a SEMARC



As surpresas foram reservadas até o início da Semana de Artes que contou com artistas de várias categorias. O texto abaixo reflete o ponto de vista da professora de danças Géssica Lima que também é artista e transmite seu entusiasmo por ter participado do evento.

"Quando penso nessa primeira semana de arte de Capanema, algumas palavras me vem a cabeça: “ Desafio, superação, coragem, força de vontade, entusiasmo, comprometimento, companheirismo, PARCERIA” ...
Foi lindo, é o que venho dizendo todas as vezes que alguém me pergunta. Mas na verdade foi muito mais que isso, foi magnífico, grandiosamente maravilhoso.
Géssica Lima.
É claro que muitos contratempos apareceram, que muita coisa não deu muito certo, que as grandes parcerias poderiam ter sido bem maiores, que a participação da massa popular poderia ter sido muito maior. Porém, o grande passo foi dado, o PRIMEIRO passo!
É claro que a satisfação também não poderia ser unânime, sempre tem um ou outro que fica tentando encontrar alguma coisa pra reclamar, colocando problemas pessoais ou políticos, sejam eles quais forem a serem julgados. As falhas pra essas pessoas sempre são um prato cheio, mas que venham as criticas, através delas enxergamos erros que talvez ainda não tivéssemos atentado pra eles, assim uma vez expostos nos dão a oportunidade de tentar corrigi-los.
Mas o que EU realmente vi nessa semana de arte, foi as coisas ACONTECEREM, tanto da parte dos artistas envolvidos quanto dos colaboradores poder publico ou não; Se houveram interesses ocultos por trás de todo esse apoio não sei, mas acredito  que o importante é fazer acontecer a população só ganha com isso.
 Foi maravilhoso ver artistas da cidade em suas mais variadas formas de expressão, unido forças para fazer este evento acontecer, cada um do seu modo prestando sua colaboração. E como foi muito bem colocado pelo Sr. Nilson Mesquita em uma conversa alguns dias atrás: “Houve um grande esforço para fazer o melhor, e fizemos, cada um na sua, a dançarina dançou, o poeta poetizou, o fotógrafo fotografou, o artista plástico pintou, o varredor varreu o palco pro cantor cantarolar, o público aplaudiu, o jornalista divulgou, os mestres da cultura ensinaram, o empresário apoiou, o prefeito patrocinou, os políticos não discursaram, agiram e acima de tudo, os voluntários, estes talvez os mais cansados ao final, trabalharam e suaram.”

Ultrapassar barreiras foi o que todos nos os envolvidos, tivemos de fazer para que essa semana acontecesse... E ela aconteceu !!!

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Parceiros e mantenedores da I SEMARC



Patrocinadores:
·       Cimentos do Brasil – S/A – CIBRASA (Gerente Geral: Dr. Leomárcio Tessarolo).
·       Prefeitura Municipal de Capanema – Sr. Prefeito Eslon Martins.
·       Deputado Estadual – Eduardo Costa.

Parceiros e Apoiadores

Secretaria Municipal de Cultura – SECULT.
Lojas Eletromóveis.
Lojas Radisco Magazine
Casa Oliveira
Idealize Magazine
Estrela Veículos
Ótica Líder (Waldirene Cunha) / Shopping Pérola.
Nazaré Buarque Imóveis.
Cantor Mauricio Camargo.
Espaço Clube
Helinho Carvalho – Marketing Publicitário.
Rádio Educativa.
Pereira Cabeleireiro
CDL / Capanema.
SEBRAE
Casa do Ferro
Academia de Artes Lavié
IB Papelaria e Presente.
Grupo ASCOC
TV Mãe de Deus.
 Star Sound  -   Serviço de Sonorização
Paróquia de Capanema
Câmara Municipal de Capanema.
Vereador Renato Duarte
TV Amazônia
Vereadora Dani do Djalma.
Deputado Estadual Fernando Coimbra.
Deputado Estadual Márcio Miranda
Daniel do Skema
Prefeitura Municipal de Ourém.
Prefeitura Municipal de Bonito.

Prefeitura Municipal de Primavera
Rotary Club de Capanema
Portal Princesa
Jornal  Correio de Capanema
Jornal de Capanema
Site Capanema News
Gráfica Vale
Stúdio Projeção
Ellys Neves Design
Stúdio Renata AR.

Almeida Divulgações
Trindade Publicidade
Yanec Lino (Cantor Lírico).
WAP Caça e Pesca.
Prof. Ivaldo Bandeira
Profª. Terezinha Travassos.
H. Muarte (homens e mulheres artesãos) Tauari.
SBT/Televive /Capanema
Edmar Carvalho  -  Artesão Capanemense
Rádio Antena C
TV Record/Capanema 


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Espaço Poético




A obra do artista  -  Paulo Vasconcellos 

O  palco está erguido e nele o tapete vermelho estirado
Onde  vão se apresentar vários artistas cada um deles o mais estilizado
Antes do show acontecer caminho por alguns cantos
E me deparo com arte de tudo o que é natural
O artesão expõe sua obra em qualquer lugar
Na cadeira, na calçada ou na mesa
O moço se espanta com a gravura feita com tonalidade especial
Os olhos veem o que as mãos construíram
Cada peça representa uma escultura
O artista se orgulha de seu grande feito
Fica muito mais feliz quando ouve seu nome sendo citado em cima do palco
Admirada a moça pergunta algo sobre a obra de arte
Que ela está vendo de perto
No alto falante o artista ouve a descrição do que ele construiu
Repetidas vezes seu nome ecoa em seus ouvidos
Converso com o artista e ele finge não entender  minha fala
É magnífico, esplendoroso e factual
Quero sentir a sensação da magnitude da obra
Ao tocar em cada arte escultural
 Sinto o cheiro dela e tenho a convicção de que foi construída com maestria
Me reporto ao artista dizendo a ele
Sem me preocupar com as metáforas
Sua construção  construiu minha poesia .


**Poema dedicado a todos os artistas capanemenses que participaram da I SEMARC coordenada pela Academia Capanemense de Letras e Artes p- ACLA.